A ESCOLA QUE ESCUTA: PARTICIPAÇÃO ESTUDANTIL E CONSTRUÇÃO DE PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DEMOCRÁTICAS
DOI:
https://doi.org/10.52078/nxhnec09Palavras-chave:
Participação estudantil, Escuta pedagógica, Gestão democrática, Protagonismo estudantil, Educação básicaResumo
A participação dos estudantes nas decisões que envolvem o cotidiano escolar constitui uma dimensão importante da formação cidadã e da construção de práticas educativas democráticas. Entretanto, apesar de sua presença nos discursos pedagógicos, a escuta estudantil nem sempre se traduz em possibilidades efetivas de participação. Este artigo tem como objetivo analisar a importância da escuta dos estudantes na organização do trabalho pedagógico, discutindo os limites das práticas participativas e as possibilidades de sua incorporação ao cotidiano da educação básica. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de abordagem qualitativa, fundamentada nas contribuições de Freire (1996), Mitra (2004), Lundy (2007) e Hart (1992). A discussão contempla as relações entre autoridade docente e participação, o protagonismo estudantil, os mecanismos de representação e a influência das contribuições dos alunos nas decisões institucionais. A análise aponta que a participação democrática não se estabelece apenas pela criação de espaços formais de manifestação, exigindo condições concretas para que as opiniões dos estudantes sejam consideradas. Conclui-se que a escuta constitui uma prática pedagógica e política que pode fortalecer o pertencimento, ampliar as possibilidades de diálogo e contribuir para uma escola comprometida com a formação de sujeitos capazes de participar criticamente da vida coletiva.
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