A ESCOLA PARA ALÉM DOS RESULTADOS
A FORMAÇÃO HUMANA EM TEMPOS DE PRODUTIVIDADE EDUCACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.52078/g17v6f21Palavras-chave:
Educação, Formação humana, Avaliação educacional, Prática pedagógica, Qualidade do ensinoResumo
O presente artigo propõe uma reflexão crítica sobre a crescente valorização dos resultados quantitativos na educação e suas implicações para a formação humana. Em um cenário marcado pela expansão das avaliações externas, pela padronização curricular e pela exigência de indicadores de desempenho, a escola enfrenta o desafio de conciliar suas responsabilidades pedagógicas com sua função social. O estudo discute como a centralidade atribuída às metas e aos índices educacionais pode contribuir para uma concepção instrumental do ensino, na qual a aprendizagem passa a ser compreendida predominantemente como um produto mensurável. Fundamentado em uma abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e reflexivo, o artigo estabelece um diálogo com as contribuições de Paulo Freire, Dermeval Saviani, José Carlos Libâneo e Miguel Arroyo, destacando a importância de uma educação comprometida com o desenvolvimento intelectual, ético, cultural e social dos estudantes. Argumenta-se que os processos avaliativos são necessários à organização e ao aperfeiçoamento das práticas escolares, mas não devem assumir uma posição de superioridade em relação às experiências, às singularidades e às necessidades dos sujeitos envolvidos no processo educativo. Conclui-se que a qualidade da educação não pode ser reduzida à obtenção de resultados estatísticos, sendo necessário recuperar a dimensão humanizadora da escola e reconhecer o conhecimento como instrumento de emancipação e participação social.
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