ERROS SILENCIOSOS NO ENSINO REGULAR EM ANGOLA

Autores

  • Santos Kulua João

DOI:

https://doi.org/10.52078/qf1pzp10

Palavras-chave:

Ensino regular, aprendizagem, pedagogia, formação docente, pensamento crítico, criatividade, autonomia

Resumo

O presente artigo submete a exame crítico um conjunto de erros silenciosos que atravessam o ensino regular em Angola: práticas pedagógicas que, pela sua repetição, institucionalização e aceitação social, deixaram de ser questionadas e passaram a ser confundidas com normalidade educativa. Parte-se da hipótese de que uma escola pode cumprir horários, vencer programas, aplicar provas, atribuir classificações e promover alunos de ano para ano sem que, no essencial, produza aprendizagem profunda, autonomia intelectual, criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas. A investigação segue uma abordagem bibliográfica, documental e crítico-reflexiva, dialogando com cinco autores centrais da literatura pedagógica, andragógica e da investigação educativa angolana.Analisa-se a distância entre o que a educação angolana declara oficialmente pretender — a formação integral, harmoniosa e sólida do cidadão, nos termos da Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino (Angola, 2020) — e um conjunto de rotinas quotidianas que, na prática, favorecem a memorização mecânica, a centralidade excessiva do professor, a avaliação meramente classificatória, a passividade discente e a fraca contextualização dos conteúdos. Defende-se que o problema da educação angolana não se esgota na carência material, envolvendo também uma dimensão pedagógica que, por ser silenciosa, raramente é auditada. Conclui-se que Angola não precisa apenas de mais escolarização. Precisa, sobretudo, de mais aprendizagem dentro da escolarização que já tem.

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Publicado

31.10.2026