DAS PÁGINAS AUSENTES AOS FUTUROS POSSÍVEIS
LITERATURA NEGRA, ACERVOS ESCOLARES E A EMERGÊNCIA AFROFUTURISTA COMO PROJETO DE MUNDO
Palavras-chave:
Acervos literários, Afrofuturismo, Literatura negra, Relações étnico-raciaisResumo
Este artigo discute a literatura no contexto escolar como território de disputas políticas e simbólicas, destacando o papel dos acervos literários na construção de imaginários sociais e na legitimação de narrativas. Com base nas análises de Domingues e Klayn (2022) sobre o PNLD Literário 2020 e de Araújo (2018) acerca das relações étnico-raciais na Literatura Infantil e Juvenil, evidencia-se que a diversidade nos acervos ainda é frágil, marcada pela permanência do cânone eurocentrado e por representações negras frequentemente estereotipadas ou secundarizadas. Nesse cenário, propõe-se o afrofuturismo como ferramenta pedagógica e literária capaz de ampliar repertórios, fortalecer o protagonismo negro e contribuir para práticas educativas decoloniais em consonância com a Lei nº 10.639/03. Defende-se, por fim, que a escola deve assumir o acervo como curadoria do futuro, garantindo não apenas inclusão, mas complexidade e potência às narrativas negras.
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