O PANINHO DE APEGO COMO PRIMEIRO BRINQUEDO

REFLEXÕES A PARTIR DA PEDAGOGIA MONTESSORI

Autores

  • Renata da Costa Braz

Palavras-chave:

autonomia, brincar sensorial, mente absorvente, desenvolvimento

Resumo

O presente estudo tem como objetivo analisar a pedagogia Montessori aplicada à primeira infância, com ênfase no uso do “paninho de apego” ou objeto de transição, considerado o primeiro brinquedo do bebê dentro dessa perspectiva. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, baseada em revisão bibliográfica das obras de Montessori (1949; 1965; 2017) e de estudiosos da temática, como Cesário (2007), Silvestrin (2012) e Santos (2008). A metodologia adotada envolveu a análise de textos teóricos sobre a mente absorvente da criança, a liberdade, a autonomia e a preparação do ambiente montessoriano, buscando compreender como o paninho de algodão contribui para a segurança afetiva, o desenvolvimento sensorial e a exploração independente do bebê. Os resultados indicam que, ao oferecer ao bebê um objeto simples, seguro e sensorialmente atrativo, a criança é estimulada a desenvolver sua capacidade de exploração, autoconfiança e vínculo emocional, consolidando a aprendizagem espontânea. Além disso, a prática fortalece a interação entre adultos e criança, respeitando seu ritmo, potencial e iniciativa própria, reafirmando que o brincar, ainda que simples, é fundamental para o desenvolvimento integral da criança na perspectiva Montessori.

Biografia do Autor

  • Renata da Costa Braz

    Graduada em Pedagogia pela Faculdade Paulista São José; Pós-graduação em Realidade Virtual e Aumentada no Ensino pela Faculdade Paulista de Comunicação; Professora de Educação Infantil, PEI e Professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental I na Prefeitura Municipal de São Paulo, SME, PMSP.

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Publicado

28.02.2026