A REFORMA EDUCATIVA E OS DESAFIOS DA PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE EM ANGOLA

Autores

  • Sabino Lázaro Argentino

DOI:

https://doi.org/10.52078/mwbvn029

Palavras-chave:

Reforma Educativa, Profissionalização Docente, Formação de Professores, Políticas Educativas, Angola

Resumo

A reforma educativa angolana envolve mudanças legislativas, curriculares e institucionais cujo alcance depende da capacidade de transformar orientações normativas em práticas educativas consistentes. Este artigo analisa os desafios da profissionalização docente em Angola, considerando a evolução do quadro jurídico, a formação inicial e contínua, a relação entre teoria e prática, as condições de trabalho e as desigualdades territoriais. Adoptou-se uma abordagem qualitativa, bibliográfica e documental, baseada na interpretação de legislação angolana e de literatura científica sobre políticas educativas e formação de professores. A análise indica que o país dispõe de instrumentos normativos relevantes, entre os quais a Lei n.º 17/16, alterada pela Lei n.º 32/20, o Programa Nacional de Formação e Gestão do Pessoal Docente e o regime jurídico da formação inicial. Contudo, a existência de normas não garante, por si só, a consolidação da profissão: são necessárias instituições formadoras qualificadas, estágios supervisionados, acompanhamento de professores iniciantes, formação contínua contextualizada, condições dignas de trabalho e mecanismos transparentes de desenvolvimento na carreira. Defende-se que a profissionalização deve ser entendida como um processo contínuo e colectivo, que articula conhecimento científico, competência pedagógica, ética, reflexão sobre a prática e reconhecimento social. Conclui-se que a reforma educativa terá maior consistência quando os professores forem reconhecidos como profissionais e participantes activos na concepção, implementação e avaliação das políticas.

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Publicado

31.10.2016

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