GARATUJAS E A CONSTRUÇÃO DO DESENHO INFANTIL COMO LINGUAGEM
Palavras-chave:
Desenho Infantil, Expressão, Garatujas, Linguagem GráficaResumo
Este artigo busca compreender o papel das garatujas no desenvolvimento gráfico e simbólico da criança, analisando como os primeiros traçados constituem uma linguagem própria que antecede e sustenta processos posteriores de representação e escrita. De natureza qualitativa e bibliográfica, a pesquisa fundamenta-se em autores como Edith Derdyk, Philippe Greig, Emilia Ferreiro, Rosa Iavelberg, Lev Vygotsky, Silva, Ferraz e Fusari, entre outros. A metodologia consistiu em levantamento, seleção e análise interpretativa de obras clássicas e contemporâneas sobre o grafismo infantil, estabelecendo confronto entre abordagens desenvolvimentistas e socioculturais. Os resultados evidenciam que as garatujas não são meros rabiscos, mas manifestações estruturadas da experiência sensorial, emocional, cultural e simbólica da criança. Conclui-se que a compreensão do desenho como linguagem amplia o olhar pedagógico e fundamenta práticas mais respeitosas e significativas na Educação Infantil.
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