RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL: IDENTIDADES E SUBJETIVIDADES NA INFÂNCIA
DOI:
https://doi.org/10.52078/adbj6033Palavras-chave:
Educação Infantil, Identidade, Prática pedagógica, Racismo, Relações étnico-raciaisResumo
A educação das relações étnico-raciais na Educação Infantil constitui um eixo fundamental para a construção de identidades, para o enfrentamento do racismo estrutural e para a promoção de uma educação comprometida com a equidade. O presente artigo tem como objetivo analisar a importância da abordagem das relações étnico-raciais na primeira infância, considerando seus impactos na constituição subjetiva das crianças e nas práticas pedagógicas. Parte-se do pressuposto de que o racismo não é aprendido apenas na escola, mas é reproduzido socialmente desde os primeiros anos de vida, o que exige intervenções pedagógicas intencionais desde a Educação Infantil. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, fundamentada em autores como Gomes, Munanga, Cavalleiro e Fanon, articulando contribuições da psicologia, da sociologia e da educação. A análise evidencia que a ausência de práticas antirracistas na infância contribui para a naturalização de hierarquias raciais e para a construção de identidades fragilizadas, especialmente entre crianças negras. Defende-se que a escola deve assumir papel ativo na valorização da diversidade, na construção de representações positivas e na promoção de experiências que rompam com o racismo estrutural. Conclui-se que a educação das relações étnico-raciais desde a primeira infância constitui condição fundamental para a formação de sujeitos críticos e para a construção de uma sociedade mais justa.
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