DIÁLOGOS E SABERES BIOCULTURAIS E O SEU PAPEL ESTRUTURANTE NA EDUCAÇÃO PARA A BIODIVERSIDADE ENTRE COMUNIDADES KHOISAN DE ANGOLA E POVOS INDÍGENAS DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.52078/xqtm1t79Palavras-chave:
Saberes bioculturais. Educação para a biodiversidade. Povos indígenas. Comunidades Khoisan. Educação ambiental crítica.Resumo
Este artigo propõe uma análise comparativa sobre os saberes bioculturais e seu papel estruturante na educação para a biodiversidade, articulando a experiência das comunidades Khoisan em Angola com a dos povos indígenas no Brasil. Partindo da premissa de que a crise ecológica contemporânea decorre de paradigmas hegemônicos, antropocêntricos e dicotômicos que separam natureza e cultura, a investigação examina de que maneira os conhecimentos tradicionais e os mecanismos de transmissão intergeracional fundamentam práticas pedagógicas de caráter emancipatório. Por meio de uma técnica de cunho bibliográfico e documental, o estudo investiga as matrizes cosmológicas, os princípios éticos e a práxis territorial que integram a diversidade biológica e linguística em ambas as realidades do Sul Global. Os resultados analíticos evidenciam que, malgrado as distintas contingências biogeográficas e históricas, os grupos partilham epistemologias relacionais baseadas na reciprocidade, na observação fenológica e na oralidade. Desse modo, o trabalho demonstra que o resgate e a valorização desses patrimônios cognitivos oferecem subsídios teóricos e práticos indispensáveis para a consolidação de uma educação ambiental crítica e para a sustentabilidade planetária.
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