O BRINCAR E AS INTERAÇÕES NA EDUCAÇÃO INFANTIL: FUNDAMENTOS PEDAGÓGICOS PARA A ORGANIZAÇÃO DE ESPAÇOS, TEMPOS E EXPERIÊNCIAS

Autores

  • Roseli Brito Tenório Ramos

DOI:

https://doi.org/10.52078/40ds6854

Palavras-chave:

Educação Infantil. Brincar. Interações. Currículo. Organização pedagógica.

Resumo

Este artigo analisa o brincar e as interações como eixos estruturantes da Educação Infantil e discute como esses princípios orientam a organização pedagógica de espaços, tempos e materialidades. O estudo assume a forma de revisão narrativa de literatura, articulada à análise documental de textos normativos nacionais. O corpus reúne quinze fontes, entre documentos oficiais e obras de referência sobre infância, currículo, brincadeira, interação social, organização do cotidiano e documentação pedagógica. A análise foi organizada em quatro eixos: concepções de criança e currículo; brincar e seus riscos de instrumentalização; interações e culturas de pares; e condições pedagógicas para a organização do cotidiano. Os resultados da síntese teórica indicam que o brincar não deve ser tratado como intervalo recreativo nem como técnica destinada a produzir, isoladamente, resultados cognitivos ou escolares. Seu valor pedagógico decorre de sua condição de direito, linguagem e forma de participação cultural. Do mesmo modo, as interações constituem contextos de aprendizagem e produção de sentidos, mas sua qualidade depende das condições institucionais e das mediações construídas no cotidiano. Conclui-se que a intencionalidade docente precisa equilibrar planejamento e abertura à ação infantil, evitando tanto o controle excessivo quanto a ausência de mediação.

 

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Publicado

31.08.2026