LEITURA NA PRIMEIRA INFÂNCIA
MEDIAÇÃO, LITERATURA E FORMAÇÃO DO LEITOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL
DOI:
https://doi.org/10.52078/mzebh785Palavras-chave:
Educação Infantil, Primeira infância, Literatura infantil, Mediação de leitura, Cultura escritaResumo
Este artigo analisa as práticas de leitura na primeira infância no contexto da Educação Infantil, com ênfase nas relações entre literatura, mediação docente e participação das crianças na cultura escrita. Trata-se de estudo bibliográfico de abordagem qualitativa e caráter teórico-interpretativo, apoiado em obras sobre infância, linguagem e literatura e em documentos orientadores da educação brasileira. Adota-se a definição legal de primeira infância como o período que compreende os primeiros 72 meses de vida, delimitando-se a discussão pedagógica às crianças atendidas em creches e pré-escolas. Diferenciam-se a leitura do mundo, a leitura de imagens, a escuta de textos escritos, a contação oral e a leitura convencional da escrita, evitando tratá-las como práticas equivalentes. A análise destaca que a participação de bebês e crianças em experiências literárias envolve gestos, atenção compartilhada, oralidade, interpretação visual e familiaridade progressiva com usos sociais da escrita. Argumenta-se que a mediação exige seleção criteriosa de obras, respeito às formas de participação das diferentes idades e disponibilidade de acervos, sem excluir explorações intencionais da linguagem escrita. Conclui-se que a literatura integra o direito à cultura e pode ampliar repertórios expressivos e interpretativos; tais possibilidades dependem das condições concretas de organização pedagógica e não autorizam, por si sós, inferências causais sobre aprendizagem.
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