PREVALÊNCIA DE DEPRESSÃO EM ANGOLA

O CASO DOS RECLUSOS ATENDIDOS NO HOSPITAL PENITENCIÁRIO PSIQUIÁTRICO

Autores

  • Manuel Paulo Chamorro

Palavras-chave:

Detenção, Depressão, Prisão, Reclusão

Resumo

O presente estudo visa analisar a prevalência de depressão em Angola, especificamente aos reclusos atendidos no Hospital Penitenciário Psiquiátrico e, constatou-se que os mesmos apresentam algum tipo de transtorno mental, sendo que, muitos ingressam no sistema penitenciário sem diagnóstico ou tratamento adequado pois, ao ingressarem naquela instituição, os sintomas psíquicos se agravam por ausência de acompanhamento psicológico e clínico, além da superlotação, do ambiente hostil, da carência de assistência médica, da falta de qualidade e precariedade da alimentação, além da má higienização presente no dia-a-dia e do fraco fornecimento da água potável. Trata-se de um estudo de natureza quantitativa, com recurso a técnica de inquérito por questionário. Observou-se também elevada prevalência de depressão grave (40,6%) e depressão continuada (34,4%) aos reclusos atendidos no Hospital acima indicado. A presença da depressão associou-se a vários padrões como de auto desmotivação com (21,8%) e a angústia com (18,7%) como um dos factores de risco. Com esse estudo, foi possível perceber que no mencionado Hospital há alta prevalência de depressão entre os indivíduos do sexo masculino em detrimento do feminino. Estes factores destacam a necessidade de intervenções em saúde mental nos estabelecimentos prisionais de origem, tendo em conta a vulnerabilidade daquela população.

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Publicado

28.02.2026