DOCUMENTAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: ENTRE A AVALIAÇÃO FORMATIVA E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS SOBRE A INFÂNCIA

Autores

  • Carina Fardim Soares

DOI:

https://doi.org/10.52078/8r6p3260

Palavras-chave:

Avaliação formativa; Documentação pedagógica; Educação Infantil; Infância; Formação docente.

Resumo

A documentação pedagógica ocupa lugar relevante nos debates contemporâneos sobre avaliação na Educação Infantil porque desloca a atenção de resultados padronizados para processos, relações, hipóteses e múltiplas linguagens das crianças. Este artigo analisa as contribuições e os limites da documentação pedagógica como prática de avaliação formativa e de reflexão docente. Metodologicamente, trata-se de um ensaio teórico de abordagem qualitativa, apoiado em revisão narrativa da literatura e em análise de documentos normativos. O levantamento privilegiou trabalhos clássicos que estruturam o campo e pesquisas publicadas, sobretudo, entre 2021 e 2026, selecionadas por sua relação direta com documentação pedagógica, avaliação, participação infantil, formação docente e condições institucionais de implementação. A análise foi organizada em três eixos: fundamentos conceituais; evidências recentes sobre usos e limites; e implicações para formação, gestão e políticas públicas. A literatura examinada indica que a documentação pode favorecer a interpretação dos percursos de aprendizagem, a participação das crianças e a revisão do planejamento, mas seus efeitos dependem dos modos de apropriação e das condições de trabalho. Estudos recentes também registram usos heterogêneos, tensões entre reflexão e prestação de contas e a importância de processos formativos colaborativos. Conclui-se que a documentação não deve ser tomada como técnica autossuficiente nem como sinônimo de registro: sua potência formativa decorre do ciclo entre observar, selecionar, interpretar, compartilhar e replanejar, situado em contextos institucionais concretos.

 

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Publicado

31.08.2026

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