A pertença além da matrícula: experiências de acolhimento linguístico, cultural e alimentar na Educação Infantil como práticas de Educação em Direitos Humanos
DOI:
https://doi.org/10.52078/ndqk0a64Palavras-chave:
Educação em Direitos Humanos; pertencimento escolar; interculturalidade; educação inclusiva; migração infantil; Educação Infantil.Resumo
Resumo: A efetivação do direito à educação ultrapassa a garantia de acesso e permanência das crianças na escola, exigindo a construção de condições que favoreçam seu sentimento de pertencimento. Este artigo analisa experiências desenvolvidas na Rede Municipal de Ensino de São Paulo envolvendo o acolhimento de crianças migrantes, refugiadas e de uma criança cuja cultura alimentar demandava adaptações específicas. Por meio de relatos de prática, discute-se como estratégias de acolhimento linguístico, valorização cultural e respeito às particularidades alimentares podem contribuir para a promoção da Educação em Direitos Humanos na Educação Infantil. As experiências demonstram que ações cotidianas, como a utilização de recursos de tradução, a incorporação de saberes familiares ao currículo e a adaptação de vivências coletivas para garantir a participação de todas as crianças, fortalecem vínculos, ampliam a participação e favorecem a aprendizagem. Fundamentado nos princípios da educação intercultural, da educação inclusiva, do Português como Língua de Acolhimento (PLA) e da Educação em Direitos Humanos, o estudo sustenta que o reconhecimento da identidade das crianças constitui elemento central para a construção do pertencimento e para a garantia de uma educação verdadeiramente inclusiva, democrática e comprometida com a valorização da diversidade.
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